A História avança no terceiro milênio

     A raça Charolês é originária da França, mais precisamente de Charolais e Brionais, Departamento de Saône-et-Loire, no Distrito de Charolles. Muito antiga, dela existem pré-históricos na Suíça. Desenvolveu-se na França a partir do século XVIII, como excelente fornecedor de carne e animal de tração. Por ser bovino musculoso, sem tendência a depositar gordura na superfície, sua seleção começou a ser orientada há três séculos.
     A melhora da qualidade permitiu, de 1920 em diante, a opção do Charolês unicamente como gado de corte. O aperfeiçoamento de sua estrutura corpórea, espessura da abundante massa muscular, peito profundo, membros longos, favoreceram muito a criação da raça - facilitavam seu deslocamento nas pastagens em busca de água em pontos mais distantes.
     Atualmente, 68 países dos cinco continentes e sob os mais variados climas têm no Charolês uma raça privilegiada. Na França, em pouco mais de 50 anos, o plantel de um milhão de cabeças - anotado em 1920 - passou de dois milhões. Em 1989, só as fêmeas já eram um milhão e setecentos mil, no total do seu rebanho. O Herd Book Francês, desde a década passada, concedeu-lhe o primeiro lugar entre todas as demais raças, com grande vantagem sobre o universo de animais registrados.
No Brasil, a porta de entrada do Charolês foi o Rio Grande do Sul (Veja texto seguinte). De acordo com arquivos da Escola de Agronomia "Elyseu Maciel", da cidade de Pelotas, no ano de 1885 chegaram àquela cidade dois reprodutores Charolês, importados da França pelo governo Imperial. Os dois reprodutores foram confiados a dois estancieiros de renome na época: Heleodoro de Azevedo, Souza e Mancio de Oliveira. Da continuidade daquelas criações não se tem notícias.
     No Rio Grande do Sul, o crescimento da raça foi de tal porte que nele vamos encontrar o maior rebanho de Charolês do mundo. Com adeptos em todos os Estados brasileiros, o Charolês chega também ao Norte e Nordeste. A raça foi introduzida no ano de 1962 na Bahia, através de Vitória da Conquista, expandindo-se também a Sergipe, Ceará, Maranhão e Pará.
     A formação da linhagem brasileira - bastante utilizada no Centro-Oeste e Nordeste para cruzamento industrial com o Zebu - é resultante de três padrões distintos: o Francês (com animais de maior massa muscular), o Inglês (com gado mais alto, mais comprido, mais moderno) e o Argentino (intermediário entre os dois tipos já citados).
Atualmente, o rebanho Charolês no País está estimado em 100 mil animais PC e 50 mil PO. Suas principais características são a pelagem branca, grande porte, tanto na altura como no comprimento. O Charolês ainda se destaca por sua estrutura óssea e musculatura, excelente rendimento de carcaça e precocidade nos cruzamentos e nos abates.
     De acordo com os arquivos da Escola de Agronomia "Elyseu Maciel", da cidade de Pelotas/RS, no ano de 1885 chegaram àquela cidade dois reprodutores da raça Charolês, importados da França pelo Governo Imperial.
Os dois reprodutores foram confiados a dois estancieiros de renome na época: Heleodoro de Azevedo e Souza e Mancio de Oliveira. Da continuidade daquelas criações não se têm registros.
     Atribui-se a importação do Governo Imperial à influência do médico veterinário Mr. Claude Rebougeon. Este técnico francês foi contratado pelo Governo do Império para estudar a localização de uma escola de Agronomia e Veterinária no Rio Grande do Sul.
Na época, Pelotas concentrava todos os estabelecimentos industrializados de carne no Estado: as charqueadas. Por este motivo a região foi escolhida. Não há dúvidas quanto à influência do veterinário francês na importação. Contam os antigos estancieiros da região que o gado branco ou barroso era denominado de "gado Rebourgeon".
      No fim do século passado e nos primeiros anos do decorrente, a Sociedade Agrícola e Pastoril, em Pelotas, editava uma revista que tratava de assuntos agropastoris. Muitas vezes, a revista publicava artigos assinados por "Gé de Figueiredo" , ou simplesmente "Gé", que além de assuntos gerais referentes à pecuária, costumava fazer referências elogiosas aos cruzamentos com o Charolês, quando na época, os cruzamentos eram praticados com raças britânicas Hereford e Durham.





Charolês

  
 
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